Por que os judeus são perseguidos?

Maranata!

"O Senhor Salvador vem!"

Vivemos o Tempo do Fim? Jerusalém Pedra Pesada. O tempo dos gentios está acabando.

 

«O seu sangue caia sobre nós…» 

Por volta do ano 30, quando chegou às portas de Jerusalém para aquela que seria a sua última visita à cidade de Daví, Jesus fez uma das suas mais extraordinárias profecias:  

«…Dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; e te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação» (Lucas 19:43-44). 

No ano 68, isto é, apenas cerca de 40 anos depois de Jesus ter dito estas palavras, o general romano Tito foi enviado com as suas tropas para controlar uma rebelião judaica de cariz nacionalista. Após dois anos de cerco, os romanos entraram na cidade e dizimaram a população. A fúria dos romanos, certamente provocada pela resistência judaica, foi de tal ordem que incendiaram praticamente a cidade inteira, incluindo o Templo. Cumpriu-se literalmente a profecia de Jesus: não ficou «pedra sobre pedra». 

Os judeus sobreviventes foram vendidos como escravos e o povo em geral foi disperso por muito lugares. A partir do ano 70, Israel deixou de existir como nação com um território próprio. Os judeus espalharam-se por muitas nações, procurando sobreviver em condições de grande adversidade.  

Ao longo de séculos, foram constantemente e irracionalmente perseguidos. Nas fogueiras e nas prisões do Santo Ofício, milhares pereceram às mãos da Inquisição. Os progroms e o anti-sionismo dos países da ex-União Soviética perseguiram, prenderam e mataram muitos judeus.  

E todos nos lembramos da famosa «solução final» de Hitler nos campos de concentração nazis, onde seis milhões de judeus foram aniquilados, numa operação macabra de morte que ainda hoje continua a chocar as nossas consciências. 

Porquê tanto sofrimento? Simplesmente porque Israel rejeitou o seu Messias:

-          «Veio para o que era seu, e os seus não o receberam» (Jo 1:11).

-          E te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação« (Lc 19:44). 

Não podemos deixar de lembrar que, quando Pilatos tentava a todo o custo livrar Jesus, os líderes judaicos assumiram a responsabilidade da sua morte:

«Então Pilatos, vendo que nada aproveitava, antes o tumulto crescia, tomando água, lavou as mãos diante da multidão, dizendo: Estou inocente do sangue deste justo. Considerai isso. E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos» (Mateus 27:24-25). 

O que aconteceu a Israel estava profetizado: «E espalhei-os entre os gentios, e foram dispersos pelas terras; conforme os seus caminhos, e conforme os seus feitos, eu os julguei» (Ez. 36:19). O sangue de Jesus caiu sobre Israel.

 

A parábola da figueira 

Mas a história não termina com a destruição de Jerusalém e a subsequente dispersão do povo judeu pelos quatro cantos do mundo. O mesmo Jesus que predisse que «não ficaria pedra sobre pedra» também profetizou sobre um tempo em que Israel voltaria à sua terra e Jerusalém seria de novo pisada pelos judeus. 

Jesus, como sabemos, falava muitas vezes por parábolas, isto é, histórias que contêm um significado simbólico que precisa de ser interpretado. Ele contou certa ocasião a parábola da figueira. Qual o significado simbólico da figueira? A figueira é um símbolo profético da nação de Israel. Jesus referiu-se à figueira em várias ocasiões: 

Certa vez, amaldiçoou uma figueira e esta secou-se imediatamente: «E, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente» (Mt 21:19). Que razão profunda levou Jesus a amaldiçoar a figueira?  

Noutra oportunidade, Jesus contou uma parábola que envolvia também uma figueira:

«E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando. E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra inutilmente?» (Lc 13:6-7).

A interpretação é clara: o tempo de Israel dar fruto – de arrependimento, fé, obediência e amor – estava chegado. Mas em lugar desse fruto o Messias, ao fim de três anos de ministério paciente, encontrara apenas hipocrisia, orgulho, racismo e uma falsa religiosidade. Ao amaldiçoar a figueira, Jesus estava a profetizar o juízo de Deus sobre a nação de Israel, juízo que se tornaria evidente nos anos que se seguiram. 

Figueira sem fruto – era assim que Jesus via o estado espiritual de Israel. Mas ele também disse aos discípulos:

«Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas» (Mat. 24:32-33). 

Jesus prediz aqui dois acontecimentos futuros intimamente relacionados:

1) Que viriam dias em que a figueira voltaria a brotar – isto é, um tempo em que Israel voltaria à existência, numa espécie de ressurreição.

2) Quando a figueira voltasse à vida, isso deveria ser entendido como um sinal: que o verão está próximo. Isto é, quando Israel voltasse a existir como nação, esse facto seria um sinal de que «ele» (o “Filho do Homem”, isto é, o próprio Cristo) estaria às portas. 

Os profetas do Antigo Testamento falaram desta restauração, quando o Senhor chamaria o seu povo de toda a parte. Um deles foi o profeta Ezequiel:

«E vos tirarei dentre os povos, e vos congregarei das terras nas quais andais espalhados…

Com cheiro suave me deleitarei em vós, quando eu vos tirar dentre os povos e vos congregar das terras em que andais espalhados; e serei santificado em vós perante os olhos dos gentios…

Assim diz o Senhor DEUS: Quando eu congregar a casa de Israel dentre os povos entre os quais estão espalhados, e eu me santificar entre eles, perante os olhos dos gentios, então habitarão na sua terra que dei a meu servo, a Jacó» (Ez 20:34, 41; 28:25). 

Estas profecias cumpriram-se nos nossos dias. A restauração de Israel ocorreu em 14 de Maio de 1948, cumprindo a resolução da ONU de 29/11/1947, tomada após acesa discussão. Foi, de certo modo, uma forma de o mundo compensar os judeus do seu terrível sofrimento nos campos de concentração nazis durante a segunda guerra mundial.  

Israel já foi politicamente restaurado: a figueira está de novo entre as outras árvores (Lucas 21:29). À luz da profecia, a restauração de Israel só pode ter um significado: «ele está próximo, às portas»; Jesus vai voltar em breve! 

 

Jerusalém – história e profecia 

Jerusalém é mencionada na Bíblia 766 vezes, o que nos dá ideia da sua importância na história do povo israelita (e não só). A história desta cidade é longa. Indicamos a seguir, de forma apenas esquemática, alguns dos acontecimentos mais importantes que a envolveram: 

1003 a.C. O Rei Daví faz de Jerusalém a capital do Reino.

963 a.C. Salomão edifica o Templo em Jerusalém.

586 a.C. Nabucodonosor, rei da Babilónia, conquista Jerusalém, destrói o templo e exila o povo.

1536 a.C. Ciro permite a reconstrução do templo, bem como da cidade e seus muros (2º templo).

332 a.C. Alexandre (o Grande) conquista Jerusalém. O templo é profanado.

37 a.C. O rei Herodes remodela o templo, transformado num edifício de glorioso esplendor.

30 d.C. Jesus profetiza a destruição de Jerusalém e do Templo.

66 d.C. Revolta dos judeus contra o domínio de Roma.

70 d.C. Destruição do templo por Tito no ano 70 d.C. – cumprindo assim a profecia de Jesus.

135 d.C. Os judeus são proibidos de entrar em Jerusalém e a cidade é reconstruída pelos romanos com feições de uma cidade romana.

634 d.C.  Os muçulmanos invadem o país conquistando logo em seguida Jerusalém, construindo ali em 691 o Domo da Rocha (mesquita de Omar), no mesmo local onde outrora se ergueu o templo judeu.

Séc. XIX  Jerusalém volta a prosperar a partir da 2ª metade do século XIX, quando um crescente número de Judeus volta para a sua pátria (movimento sionista).

1917                          O exército britânico conquista Jerusalém, que passa a ser a sede administrativa das terras de Israel (Palestina) até 1948. Aumenta o fluxo imigratório de judeus, que não parou até aos nossos dias.

1948                          O exército britânico transfere para Israel a soberania de Israel. Jerusalém não se encontra ainda sob domínio israelita.

1967                          Guerra dos Seis Dias. Israel conquista muito território aos vizinhos árabes. Pela primeira vez desde o 1º século, judeus governam Jerusalém. 

A Guerra dos Seis Dias foi, sem dúvida, uma das páginas mais importantes na história recente de Israel, sobretudo pela ocupação da cidade de Jerusalém. Do ponto de vista profético, tal como 1948 foi importante porque assinala o cumprimento das profecias sobre a restauração da nação de Israel, também 1967 é uma data fundamental na história de Jerusalém: pela primeira vez em dezanove séculos, os judeus voltam a administrar a sua cidade. 

Qual o significado profético da ocupação judaica de Jerusalém? Jesus disse o seguinte:

«E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem» (Lc 21:24).

A primeira parte da profecia entende-se bem: como vimos, os judeus caíram ao fio da espada, após a tomada de Jerusalém por Tito, no ano 70 da nossa era; após o que foram levados cativos «para todas as nações».  

A segunda parte da profecia especifica algo que envolve directamente Jerusalém: «Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem». Os gentios, como sabemos, são os povos não-judeus, que, de facto, pisaram a cidade até 1967: romanos, turcos, árabes, britânicos… Mas Jesus diz: «até que…» – isto é, implicita que chegará um tempo em que os gentios não pisarão (no sentido de governar ou ter autoridade) mais Jerusalém. Ora, historicamente sabemos que há apenas uma data que pode corresponder a esse facto: Junho de 1967, quando a cidade de Jerusalém é reunificada sob autoridade israelita.  

Que acontecimento profético lhe está associado? Jesus diz: «até que os tempos dos gentios se completem». Isto é, o facto de Jerusalém se encontrar de novo sob domínio judaico é sinal de que a presente dispensação – o tempo dos gentios – se está a encerrar. O tempo dos gentios é o tempo da Igreja, uma vez que esta é constituída por povos de todas as nações, línguas, raças, cores, …  

É também o tempo da graça, isto é, o tempo que Deus deu à humanidade para escutar o Evangelho e crer naquele que Ele enviou para ser o nosso Salvador: Jesus, Seu Filho. Esse tempo está a chegar ao fim. Não sabemos quando – ninguém pode saber – mas uma coisa sabemos: esse dia está próximo, porque os sinais que Cristo nos deixou já se cumpriram.  

Israel, Jerusalém – é impossível a qualquer pessoa honesta e sincera não pensar duas vezes perante este sinal tão grande através do qual o Deus Eterno chama a atenção do mundo inteiro! O relógio de Deus está em pleno funcionamento: Israel é o ponteiro principal que marca as horas no tempo profético de Deus. «Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro» (Mateus 25:6). 

 

Jerusalém no centro do maior conflito mundial 

O profeta Zacarias proferiu algumas das mais importantes profecias sobre Israel e, especificamente, relativas à cidade de Jerusalém. Uma das mais importantes é a seguinte:

«E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados; e ajuntar-se-ão contra ela todos os povos da terra» (Zac. 12:3). 

Nunca como hoje esta profecia se cumpre de forma tão clara! Jerusalém é terra santa para pelos menos as três grandes religiões monoteístas: judeus, cristãos e muçulmanos. Para os judeus é absolutamente impensável cederem a sua cidade – a cidade de Daví – onde um dia resplandeceu a glória de Salomão e onde o Templo se ergueu durante séculos. Para os muçulmanos trata-se também de lugar santo, até porque a mesquita de Omar se encontra no lugar do antigo templo. Por isso reivindicam direitos sobre o mesmo território. Só este conflito já seria suficiente para transformar num barril de pólvora aqueles poucos metros quadrados de terra. 

Recentemente, a polémica político-religiosa em torno da ocupação israelita do território palestino adquiriu uma dimensão inesperada. A 28 de Setembro de 2000, Ariel Sharon, com 3.000 polícias, visita o Monte do Templo. Este gesto provoca uma fúria sem precedentes entre os palestinos, dando início ao que se começou a chamar «Guerra de Jerusalém». Por causa destes eventos, de gravíssimas consequências para o equilíbrio mundial, a revista Newsweek falou do Monte do Templo como sendo «os 35 acres mais explosivos da terra».  

Em Setembro de 2001, aquando do ataque terrorista às torres gémeas de Nova Iorque, o mentor principal dos suicidas fez uma declaração que todo o mundo pôde escutar: «A América nunca poderá sonhar ter o gosto da segurança até que tenhamos segurança na nossa terra e na Palestina». Isto é, os acontecimentos em Israel, e especialmente o sucedido em Jerusalém, foram claramente associados aos ataques terroristas do 11 de Setembro.  

Se havia alguém que não queria olhar para o relógio de Deus, isso tornou-se praticamente impossível a partir dessa data. O mundo inteiro continua hoje e continuará nos próximos tempos a ser afectado pelos acontecimentos que ocorrem naquele pequeno pedaço de terra – tal como os profetas e Cristo haviam predito! Jerusalém tornou-se uma «pedra pesada para todos os povos». 

Não estamos aqui a tomar partido por judeus ou árabes, apenas constatamos factos e chamamos a atenção para o seu significado profético. De facto, para os crentes em Jesus não há raças nem línguas: somos um só Corpo em Cristo. Cremos que a inimizade entre povos pode ser vencida pela fé em Cristo. Como explica o apóstolo Paulo:

«Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade (…), para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto» (Efésios 2:13-17).

 

 

Fonte: http://www.icmaranata.pt/mensagem.php?idn=16

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2 respostas para Por que os judeus são perseguidos?

  1. Otávio Barra disse:

    Muito boa esta esplanação sobre o assunto…

  2. Adlson disse:

    Porque traduzem o nome de Yeshua? sendo que é o nome mais importante que existe.
    Cantores e celebridades internacionais, sao chamadas pelo seu nome originado em seu país, e nao é traduzido, mesmo porque nome proprio nao se traduz em outros idiomas. A Bíblia diz que todo o joelho se dobrará diante deste nome. Nao eh importante demais este nome para que cada nação tem seu significado? por exemplo, me chamo Adilson, em qualquer lugar do mundo me chamarão de Adilson, e porque traduziram o nome de Yeshua? Os israelitas se referem a Jesus como Yeshua, nao deveria nós tambem chamarmos de Yeshua, ja que ele é originario de Israel?
    Abraços a todos, e Bendito é aquele que vem em nome do Senhor!

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